domingo, 7 de janeiro de 2018

2018 sem resoluções

Às vezes penso se serei a única a não ter resoluções de ano novo.

Não costumo elaborar nenhuma lista de resoluções porque não ligo a nada disso.

Quem elabora listas de resoluções vai riscando o que acontece ou cumpre?
Sente-se na obrigação de, no final deste ano, ter cumprido tudo?
Não tenho paciência para essas coisas.
Acho que atualmente, a nossa vida já tem demasiadas obrigações às quais não podemos fugir.

Confesso que relativamente a este assunto sou um bocado "deixa andar".

Gosto de deixar fluir e aceitar o que vem e o que vai.
Não sou pessoa de grandes insistências quando percebo que ficar pode ser mais penoso que deixar ir.

O segredo é ver sempre o lado positivo das coisas, porque existe sempre um lado positivo.

Que 2018 traga novas aventuras, muitas gargalhadas, sorrisos e abraços.
Novas pessoas, as pessoas de sempre...
E que as dificuldades que surgirem sejam encaradas como desafios que serão superados.


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domingo, 31 de dezembro de 2017

Último dia do ano, última página do livro

Ontem decidi que tinha ainda algo para escrever sobre o ano que hoje termina.

Não quero que esta noite seja o virar de uma página, quero mesmo, que seja o final do livro.

De um modo geral, não posso dizer que o ano foi mau. Teve muitas coisas boas e apenas uma que me abalou de forma mais intensa. 
Comparado com 2016 (ano terrível por questões de doença) foi um ano maravilhoso.

A vida mudou no início de novembro como muda a vida de tanta gente. 
Tive que me adaptar como tanta gente tem. Organizar-me de outra forma, estabelecer novas prioridades... mas tudo se fez e tudo se faz quando temos força interior para isso.

Não quero que as pessoas tenham pena de mim. 

Se a vida tomou esse rumo é porque assim tinha que ser.
Acredito que o desapego pode trazer muita coisa boa para a nossa vida.
Devemos deixar ir quem não quer caminhar connosco. 

Devemos ser capazes de tomar as rédeas da nossa vida e enfrentar os obstáculos como desafios.

A vida não terminou. Começa agora, de outra forma.

Sou profundamente grata a quem sempre me apoiou e esteve ao meu lado durante os bons e maus momentos de 2017. 
São essas pessoas que interessa manter ao nosso lado ao longo da vida.
E o resto é só mesmo isso, o resto...

E como diz a foto...




Aprender a subtrair

Ao ler o título do post poder-se-á pensar que se trata da Joana e da aprendizagem de um novo conteúdo matemático do 1.º ano de escolaridade.

Não.

Esta nova aprendizagem relaciona-se comigo. Com a nova realidade. 
Agora há fins de semana em que tenho que subtrair a presença da minha filha. 
Custa? Custa muito... 
A casa fica vazia e não é a mesma coisa. 

Sei que está bem e isso é o que importa mas custa como o raio!
Sempre gostei que o domingo passasse devagar mas hoje não. 
Hoje quero que voe para que a possa ter nos meus braços outra vez e enchê-la de beijos.

A operação matemática mais difícil de aprender costuma ser a divisão [entendo agora porquê]. Dividir nem sempre é fácil... 
Aprendi que a subtração também custa muito, sobretudo quando é com empréstimo.

Ainda sou nova nisto e inexperiente.

Há por aí mais mães com dificuldades nestas operações?


E de repente... Uma nova realidade!

A nossa vida mudou no dia 30 de outubro. Como família.
Desde esse dia que faço parte do clube de famílias monoparentais.
Vivo e giro uma nova realidade a cada dia.
Se é fácil? Não...
No entanto, tal como escreveu a Cataria Beato num dos seus posts, é mais fácil ser mãe solteira.
O tempo e o dia a dia é gerido e organizado em torno da Joana.
O tempo livre que tenho depois de passar, lavar, limpar, jantares, banhos... é aproveitado da maneira que eu gosto, como gosto. Normalmente vejo um filme com a Joana (ou não), brincamos, rimos, passeamos... 
É engraçado, como depois de fazer tanta coisa, ainda tenho um tempinho para mim.

Recebi muitas palavras de afeto e carinho.
Recebi apoio e disponibilidade de quem tem tão pouco tempo.
Agora sou eu e a Joana, o Gui e a Mel. Estamos na nossa casinha nova a viver uma vida nova, à nossa medida. 
A vida por vezes surpreende-nos. 
Saibamos aprender com o que ela nos ensina. 
Como me disseram, devemos caminhar com quem quer caminhar ao nosso lado...


As boas rotinas

As rotinas nem sempre são boas. Os adultos queixam-se muito das coisas que fazem repetidamente todos os dias.
Para as crianças, as rotinas podem ser bastante benéficas.
Por exemplo, nós cá em casa, antes de nos deitarmos, costumamos preparar tudo para o dia seguinte.
Acordamos cedo. Se deixarmos tudo preparado no dia anterior é muito mais fácil.
Antes de nos deitarmos, a Jo tem algumas tarefas (que gosta) a cumprir.
É sempre ela que identifica o seu pacote do leite escrevendo o nome em letra manuscrita.
Aproveita e acrescenta algumas ilustrações. Fica sempre mais bonito!
De seguida preparamos a roupa e deixamo-la dobradinha aos pés da cama, juntamente com os ténis preferidos.
Lava os dentes, chichi e cama.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Trabalhos de casa. A discórdia!

Sou a favor dos trabalhos de casa.

Não em demasia, não todos os dias.

No entanto, considero-os importantes para consolidação de conteúdos trabalhados em sala de aula, ao mesmo tempo que permitem que, em casa, haja um acompanhamento por parte dos pais, relativamente às aprendizagens dos seus educandos.

Compreendo que a vida é uma correria, um stresse, não há tempo para nada. 
Mas acompanhar os filhos, fazer parte da escola e das suas aprendizagens é fundamental e deverá ser uma prioridade.
Sempre me ensinaram que há tempo para tudo, desde que saibamos priorizar as coisas.
No início do ano letivo, quando há reunião de pais e encarregados de educação, costumo informar que não mando muitos trabalhos de casa, porque brincar é fundamental. Normalmente ouve-se sempre "Ainda bem!"
Costumo combinar com os pais, que caso não haja possibilidade para fazer o trabalho de casa no dia estabelecido, poderão fazê-lo no dia seguinte... É tudo uma questão de flexibilidade.

Este ano também tenho a minha filha na escola e estou "do outro lado".
No 1.º ano existe a necessidade de fazer os trabalhos com os nossos filhos, uma vez que ainda não têm autonomia para lerem os enunciados dos exercícios. Devo confessar que adoro acompanhar a minha filha nos trabalhos de casa. 
Consigo perceber as dificuldades que tem e onde necessita de mais ajuda. 
É importante estabelecer hábitos de estudo. E é importante estabelecer isso desde o início da escolaridade obrigatória.

Quando termina os trabalhos de casa vai brincar e fazer os que lhe apetece.

Sabem como desenhar a letra i manuscrita? "Para cima, para baixo, pintinha!"

Eu já sabia, mas fingi que não!


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Depressão por voltar ao trabalho? Eu não!

Chegámos ao final de agosto, ao último dia de férias.
Amanhã será o regresso ao trabalho e às rotinas.


Os dias de férias foram passados de forma tranquila. Mesmo como eu gosto, sem pressas.
O despertador esteve inativo e só foi necessário para a medicação do Gui.
Houve tempo para séries, leituras, filmes...
Houve tempo para mimos,  gargalhadas,  beijos repenicados,  ralhetes,  birras e tudo o que é saudável,  para quem está junto todos os instantes do dia.
Sestas, uma das minhas coisas preferidas no verão e das quais vou ter mais saudades.
Sempre fui fã de sestas,
de dormir até me apetecer.


Amanhã é dia de rever os colegas, conhecer outros novos, partilhar sorrisos, beijos e abraços.
O meu regresso ao trabalho é feito com calma, felizmente.
Começam as reuniões e a preparação do próximo ano letivo.
Começam a combinar-se almoços onde se fala das férias e das saudades que já se tem delas.
Preparam-se materiais e definem-se estratégias.



Eu gosto deste recomeço (embora no Natal já ande cansada) e de uma nova fase que agora tem início.
Deve ser por isto que eu não sofro de depressão por voltar ao trabalho.
Há tanta coisa boa!



O melhor ainda está para vir!




Enfrentar o cancro com um sorriso (1)

Vamos fazer uma tour, um percurso por todo este processo que, de um momento para o outro, mudou a minha vida. Não interessa partilhar t...